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São as pessoas que materializam as estratégias

O temos vivenciado e pesquisado sobre transformação de negócios em organizações estabelecidas. Constatamos que é algo abrangente, envolve fatores como cultura organizacional e valores da organização e que, impacta e é impactada, por todas as áreas da organização.
Para aqueles que estão iniciando uma empresa, a partir de uma ideia inovadora, a disposição para assumir riscos é naturalmente maior e consequentemente a agilidade é maior. Mas e se a organização está estabelecida, tem uma marca consolidada no mercado, trabalhadores, equipes, hierarquia? Será menos ágil para implantar sua estratégia?
De nada adianta ter visão de mercado para se manterem competitivas em seus negócios se a estratégia não for executava e se tornar um “plano congelado no tempo”.
A execução é que materializa a estratégia e como quem executa são as pessoas e as pessoas possuem conceitos, comportamentos; a cultura influencia a execução. Está tudo interligado, conectado, dependente. 
Temos percebido alguns aspectos que podem ajudar na busca da Agilidade Organizacional. 

Vamos começar pelo início, isto é, a estratégia e sua execução.
Ainda que se tenham gastos quilos de “post-its”, combinação das metodologias mais diversas e horas daquele consultor intergaláctico para se desenhar a estratégia quase perfeita, lembre-se de que ela precisa ser executada pelas pessoas do seu time! 
Então, como você pode levar o time à execução? Como fazer com que as pessoas sigam um processo otimizado dia-a-dia, atingir as metas estratégicas da organização? E principalmente, se sintam conectadas ao desafio da organização?
Entendemos que a resposta está no alinhamento de objetivos. Ao vincular objetivos estratégicos da organização aos objetivos de cada indivíduo na organização. Para que cada indivíduo do time entenda quais dos objetivos estratégicos estão apoiando e como suas próprias atividades ajudam a organização a ser bem-sucedida.
Nada adianta, falar e não fazer!
Os líderes querem uma organização estrategicamente ágil, precisam ser tão adaptativos quanto desejam que seus colaboradores sejam. Não basta só tentar encorajar o outro a ser tornar ágil, é preciso se tornarem, por sua vez, também gestores ágeis.
Se a organização deseja investir, para executar seus planos estratégicos de forma a se manterem competitivos e querem que os times sigam um conjunto de práticas que os tornem mais ágeis e inovadores, irá precisar de líderes também capazes de agir da mesma forma. O comportamento pelo exemplo molda a cultura.
Tome, por exemplo, exercício de “delegar” e levar a tomada de decisões, para o ponto mais próximo de ação na organização. Isto agiliza a operação.
Culturalmente temos na maioria das organizações, líderes nem sempre habituados a serem decisivos. Apesar de se esperado que os líderes tomem decisões, muitas vezes, quando são solicitados por uma decisão, não as tomam com a agilidade necessária. Não estou falando de "rapidez" , mas sim de capacidade adaptativa, flexível, não procrastinadora.
Um líder quiser ter um time ágil, tem a necessidade essencial modelar em si o comportamento que quer ver no time. Ou seja, decidindo rapidamente o que é crítico dentro de sua alçada e delegando e incentivando o time nas decisões que podem e devem ser delegadas.
Sem medo de ser inovador! 
O risco é inerente do negócio. Toda organização enfrenta riscos. O que difere é maneira como o risco é visto. Nas organizações que promovem a cultura da inovação, certamente, riscos são vistos como oportunidades gerando resultados inovadores.
É preciso compreender que as pessoas respondem ao risco como indivíduos e que tomada de decisão e soluções criativas e inovadoras florescem no ambiente cultural organizacional propício. Não estou aqui me referindo a atividades regulamentadas, com altos requisitos de segurança, mas àquelas em que a flexibilização é limitada exclusivamente pela cultura organizacional. 
Considere atitudes tais como:

  • Conceder permissão: Se você der permissão às pessoas para correr riscos, mas penalizá-las por não alcançar uma meta específica no processo, você enviará uma mensagem de que as pessoas devem evitar falar. As ideias criativas, ficarão apenas na mente das pessoas.
  • Celebrar as tentativas: Incentive as pessoas a assumiram riscos celebrando suas tentativas e, em seguida, ajude-os a compreender onde poderiam ter agido melhor e qual o aprendizado. 
É pouco provável encontrar o equilíbrio perfeito entre assumir riscos suficientes para promover a inovação e extrapolar ao ponto de colocar o sucesso da organização em questão.
Mas alinhamento de objetivos, liderança pelo exemplo, tomada de decisões mais próxima da ação, incentivo ao ambiente de permissão e foco nos resultados, prepara a base para agilidade organizacional que possibilita a transformação contínua.

Elizabeth Borges
Sócia Diretora Aleia