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Cultura Organizacional: O que está abaixo da linha do visível

Muitos já devem ter visto diferentes imagens para representar a cultura organizacional e em muitas delas é representado o que está de “fato visível’, que é “como atuamos” e também o que está encoberto, implícito em termos de cultura, isto é, o que está “abaixo da linha do visível” e que influencia o modo como agimos.

Muitos se utilizam da imagem do iceberg. O iceberg na sua forma natural possui uma pequena parte visível na superfície da água, o que corresponde, em uma organização, o dia-a-dia e o que vemos e percebemos de explicito da cultura organizacional. Porém um observador mais atendo, é capaz de ver através da água, pois sabemos que se as águas não forem profundas e turvas é possível ver.

Foi na contínua busca de desenvolvimento profissional, que conheci o modelo de Transformação Cultural Sistêmica (TCS), desenhado pela Transformation Action e me vi diante da metáfora da árvore.

Qual a correlação entre a Metáfora do Iceberg e a Metáfora da Árvore?

Quando vemos árvores, normalmente, não vemos as raízes. Estão abaixo da terra, abaixo da linha do visível, assim como a parte submersa do iceberg. As raízes das árvores podem romper diferentes tipos de solos (alguns férteis, outros nem tão férteis).

O que vemos das árvores é o que se eleva sobre a linha da terra em crescimento, floração e frutificação. Podemos ver florestas e árvores individuais, do mesmo modo que vemos conglomerados organizacionais e vemos empresas menores. Vemos multinacionais e vemos unidades de negócio.

Quando uma árvore começa a crescer, requer atenção, cuidado, assim como as organizações em suas fundações, e ao se desenvolver, começa a surgir o que irá formar seu tronco, sua sustentação, o que irá corresponder àquilo que a sustentará e proverá a condição de que esta se expanda como ambiente de convívio, criatividade e colaboração. Assim nas organizações, temos a visão, missão, estratégias, objetivos, estrutura organizacional.

Quando avaliamos as organizações, observamos seus resultados visíveis (os frutos) que são oriundos das capacidades produtivas, dos planos bem-sucedidos, da execução das estratégias, a atuação no mercado, o dia-a-dia operacional.

Abaixo da linha da terra, onde não vemos, estão as razões de crescimento ou não, ou seja, se o solo é fértil ou não? É onde encontramos nas organizações os hábitos, atitudes, preconceitos, padrões, sentimentos, medos, crenças e valores de cada indivíduo que atua na organização.

Se traçarmos um paralelo entre o crescimento saudável de uma organização e de uma árvore, vamos encontrar o contato com o que é essencial para que indivíduos se mantenham “de pé” diante das diferentes circunstâncias, que são os Valores Organizacionais:

  • Ideias fundamentais que sustentam uma organização, que quando somadas, compõem um todo que se refletem nas ações, atitudes, posturas, posicionamentos e escolhas dos integrantes da uma organização.
  • Convicções dominantes professadas pela maioria dos colaboradores, as quais determinam os limites de até que ponto os estão dispostos a abrir mão das convicções que possuem previamente estabelecidas para se adequar a um modelo de atuação de um grupo. Ou até que ponto são flexíveis e resilientes para aceitar algum argumento contrário ao qual não veem como adequado, ou lidar com situações disruptivas.
  • Motivadores que direcionam as ações das pessoas, seja esta motivação relacionada à força interior pessoal que move de cada colaborador, ou relacionada à fatores externos nos quais a organização pode atuar.
  • Regras intrínsecas de comportamento organizacional, que se mostram nas entrelinhas dos padrões e procedimentos adotados e das escolhas nas tomadas de decisão.

Afinal, temos muito mais enraizado em nossas crenças e valores, do que se mostra na parte visível de nossas “árvores” que pode ser muito pequena se comparada com nossas raízes.

Elizabeth Borges
Socia Diretora Aleia