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Como é uma Empresa Humanizada?

Chegamos ao mês de dezembro, e este é um mês no qual, além da agitação natural das festas de final de ano, começam a surgir as expectativas para o início de um novo ano.

No âmbito pessoal, é natural, aflorarem os desejos pessoais de novas realizações, assim como, no âmbito profissional, seja tempo de estabelecimento de metas que venham direcionar crescimento, desenvolvimento, enfim, o reflexo do nosso desejo que o ano que se aproxima seja melhor.

Mas o que desejamos nas organizações onde estamos ligados? Convívio melhor? Relacionamentos profissionais mais significativos? Identificação com o propósito da organização? Alinhamento de nossos valores pessoais e com os valores organizacionais? Cadeia produtiva sustentável, considerando todos stakeholders?

Desejamos tudo isto e alguma coisa a mais.

Um tema que vem sendo tratado nos últimos anos, mas esteve mais presente ao logo de 2019, é a: “humanização nas empresas”.

A recente visita de autor holandês Christian Kromme, autor do livro “ Humanification - Go Digital, Stay Human” e sua palestra no Summit Firjan IEL, levou aos presentes a refletir sobre o modo como nos portamos diante da velocidade das mudanças e a nossa capacidade de adaptação.

Que o mundo é VUCA todos já sabemos, o despertamento que começar a surgir com a chamada “humanização”, é sobre o papel dos líderes nas organizações do futuro, que segundo Christian Kromme, deverá “saber lidar com seus sentimentos, usar sua imaginação e fortalecer suas relações para pode trabalhar junto com as novas tecnologias”. Ou seja, não basta conhecer e saber lidar com as novas tecnologias, é preciso se posicionar com mais humanidade nas relações de trabalho, nas relações com fornecedores, consumidores de modo a beneficiar a todos que compõem a rede de produção de consumo.

Por definição: Humanização é a ação ou efeito de tornar humano ou mais humano, processos e relações. O que pode parecer um paradoxo em tempos de crescimento acelerado da aplicação de tecnologias como Inteligência Artificial, Machine Learning, diante de tanta preocupação com a possibilidade do crescimento RPA (Robotic Process Automation) nas indústrias e o que mais vier em 2020.

Quando olhamos empresas as quais as pessoas gostam de comprar, trabalhar para, e se associar e recebem cada vez mais o reconhecimento do mercado, percebemos um diferencial. E este diferencial, não está no grau de tecnologia adotado pela organização, nem pelo fato destas disponibilizarem áreas de descompressão, com mesas de jogos e puffs coloridos.

O diferencial está no fato de serem organizações fundamentadas por paixão e propósito, que obtêm resultados ajudando todos os seus stakeholders a prosperar: clientes, investidores, empregados, parceiros, comunidades e sociedade, ou seja, preocupam-se com a prosperidade na cadeia produtiva, considerando o máximo de envolvidos possível!

O livro, Empresas Humanizadas, de autoria de David B. Wolfe, Jag Sheth e Raj Sisodia, se propõe a apontar um caminho para lidar com o paradoxo da humanização das empresas em tempos de tecnologia disruptiva e demandas de melhoria de qualidade de vida e respeito humano, combinando a visão centrada no ser humano e gestão firme.

Se desejamos qualidade de viva e trabalhar em ambiente organizacional humanizado em 2020, a boa notícia é que algumas organizações já possuem o objetivo de serem humanizadas.

A pesquisa Empresas Humanizadas do Brasil, realizada pelo departamento de Engenharia de Produção da USP de São Carlos, conduzida por Pedro Raro, Rodrigo Caetano e Mateus Gerolamo, mostra que empresas que adotam um conjunto de práticas que geram valor financeiro, sustentabilidade e bem-estar social para todas as partes envolvidas apresentam resultados superiores, quando comparadas à média das 500 maiores companhias do país.

Estas possuem preocupação em fortalecer os quatro pilares do capitalismo consciente:

  • Propósito que vai além de apenas gerar lucro: modelo de gestão baseia-se na ideia de que as empresas devem mover-se com uma motivação maior do que a simples busca da lucratividade, baseado nos conceitos de Rajendra Sisodia, professor de marketing da Universidade Bentley.
  • Liderança consciente movida pelo propósito e serviço às pessoas, atuam como mentores que motivam, inspiram, compreendendo que liderar pessoas é uma função voltada para o desenvolvimento constante do outro e de si mesmo.
  • Orientação para stakeholders que percebe a organização inserida em uma rede de relacionamentos e maximizam retornos para todos os envolvidos em seu negócio — colaboradores, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e investidores — visando formar uma cadeia de relacionamento e empresas forte, saudáveis e sustentáveis.
  • Cultura consciente com valores incorporados, unificante e engajadora e pode impulsionar o sucesso de um negócio. Cultivam o respeito e cuidado mútuo. Desenvolvem relação baseada na confiança entre os membros da equipe da empresa e seus investidores.
A humanização, não acontece como um passe de mágica, mais a mudança cultural é caminho para incorporar estes quatro pilares.

Elizabeth Borges, PMP
Sócia – Diretora Aleia

Referências: