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A resposta está nas crenças? Ou nos valores?

Quem nunca se viu diante de uma criança, perguntando várias vezes “Por quê?”, mas “Por quê?” até que ela se desse por satisfeita com a resposta ou que adulto, diante da total falta argumentos, respondesse: “Porque sim!”.

Hoje isto não vela mais. As crianças atualmente não se dão por satisfeitas com um apenas: “Porque sim!”. Se o adulto não responde satisfatoriamente, eles mesmos buscam as respostas nos sites de busca da internet.

Venho atuando em consultoria de negócios já faz algum tempo e muitas vezes adotei a abordagem de perguntar “Por que”, por pelo menos 5 vezes. Uma técnica simples e fácil de ser aplicada, quer antecipa soluções, até que estudos estatísticos e medições estejam concluídas. A técnica dos “5 porquês”, quando utilizada em conjunto com os diagramas de causa-e-efeito ajuda a otimizar processos e mostrando o caminho para a causa raiz de problemas.

Sempre que somos questionados sobre o “porquê” de alguma coisa, fato, atitude ou comportamento, nossa mente busca no nosso passado, ou no passado das organizações, as respostas na busca da compreensão dos efeitos presentes.

Considerando que nossas vidas (pessoais e profissionais) transcorrem em ambientes, complexos, ambíguos, voláteis e incertos, as decisões precisam ser tomadas rapidamente, apenas com bases em informações disponíveis, estamos sempre lidando com os “efeitos” das nossas decisões.

É neste ponto que começamos a sentir a falta do “Para que?”.

Considerando que o “Por quê?” nos faz olhar para o passado, o “Para que?” nos leva a olhar para o futuro.

  • Quando respondemos ao “Por quê?” respondemos com base em nossas crenças, na aquilo que trazemos como nossas experiencias, vivências, decisões tomadas, “lições aprendidas”.
  • Quando respondemos ao “Para quê?”, precisamos de um exercício criativo e visão de futuro e respondemos com base em nossos valores.
Quando realizamos a experiencia de perguntar “Para que?” sucessivas vezes, o exercício de respostas, costuma nos ampliar cada vez mais a criatividade e conexão com o mundo que nos cerca, projetando nossa mente para o futuro, para nossas aspirações, utilizando como referência, os nossos valores intrínsecos.

Segundo a organização, Transform-Action, (https://www.transform-action.net/) quando respondemos ao “Para que?”, nossas resposta podem ser classificadas em 4 esferas de abrangência:
  • Olhando para si mesmo: quando aspiramos resultados positivos em âmbito pessoal, como por exemplo, obter um satisfatório reconhecimento profissional, adquiri um bem material para si. Ou seja, o objetivo está ligado ao “Eu”.
  • Preocupando-se com os que nos cercam: quando incluímos em nossas aspirações, aqueles que nos são próximos, como a família, o time, o grupo de amigos mais próximo. Em um ambiente profissional, onde faz parte de um projeto ou área, reflete o que possuímos de perspectivas para o grupo ao qual pertencemos e para o qual desejamos colabora diretamente.
  • Visando o contexto maior em que estamos inseridos: quando passamos a incluir também em nossa visão de “Para que?”, a empresa, a organização onde estamos atuando e com a qual nos identificamos com valores e propósito.
  • Um olhar altruísta para a sociedade: quando as respostas aos nossos “para que” visam o benefício geral, deixamos de pensar no benefício individual, ou de nossos familiares e amigos ou de nossas empresas e organizações e atingimos a capacidade de nos preocuparmos mais com os outros do que com aqueles que consideramos “nossos”.
Seguindo esta linha de raciocínio, podemos concluir que a convergência de valores conecta as pessoas e quanto maior o alinhamento de valores em uma organização, maior a conexão entre seus colaboradores, maior o espirito de colaboração.

Elizabeth Borges, PMP
Sócia - Diretora Aleia